sexta-feira, 29 de julho de 2011
Relato de um homem:
"Tudo bem, queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas! Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primera coisa que a gente pensa é: oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana. Tudo básico, até virar uma rotina sem graça, você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista. Você pensa: acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento.
E a boa menina se transforma numa mala, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender... já era. Aquela promessa da vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, nós começamos a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: o que eu fiz? coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo. Aí, voltamos pra nossa vidinha que nós tanto odiavamos até semanas atrás. Não vemos a hora de sair e arrasar na noite, ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos. Grande desilusão. Por mais que não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou para trás. Ela podia ter seus defeitos mas era uma menina legal, que ficaria ao seu lado te dando valor. Enquanto isso a boa menina, chateada, lesada custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela, aí essa dúvida vira angústia, que vira raiva. A menina manda tudo pra longe ! Não quer mais saber de nada, só de sair, zuar, dançar e beijar outros caras. Resolve então não se envolver mais, para não sair lesada ou chateada, muito bem! Acabamos de criar uma monstra. O tempo passa e nós continuamos na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres, elas só querem as coisas com homens cachorros, ou será que nós é que fomos cachorros? elas são assim por nossa culpa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente. provavelmente essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. Eu a perdi para sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora... eu a encontrei na balada, e ela? Nem me olhou... mas estava mais linda do que nunca. "
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Sam (glitterpubez.tumblr.com) e Jesse (littlejesseryan.tumblr.com) se conheceram via Tumblr, ele é de Washington e ela do oeste dos Estados Unidos. Com o tempo se tornaram melhores amigos, mas dia após dia eles iam se apaixonando. Mantinham contato apenas por telefone, mensagens, e skype, além do tumblr é claro. Eles moravam a exatamente a 2054 milhas de distancia, o que dara mais ou menos umas 33 horas de viagem, mas eles não desistiram, e depois de um ano juntos e ao mesmo tempo distantes resolveram se encontrar, ela foi pra Washington sozinha, mesmo ela não gostando de andar muito de avião, e ele a esperava no aeroporto. O Jesse filmou o momento em que chega (http://www.youtube.com/watch?v=tsvRuuy31Co) e em um mês este vídeo já foi assistido 403.432 vezes. Ela passou dez dias lá, o que ambos falam que foram os dez melhores dias da vida deles, daqui um mês e pouquinho eles vão se ver novamente e em 2012 eles morarão juntos. Moral da história: quando você pensar que seu amor por alguém daqui não passa de um sonho, pense na história deles, pois o amor de verdade é muito maior do que ‘apenas’ 2054 milhas de distância. (ifimadeofglass)
Será que esse dia vai chegar pra mim também? Fonte: (
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Tem que ter,
algo pra pensar, algo pra chamar de sina. O limite de um homem termina quando ele imagina. Pela filosofia de Platão é fácil conquistar alguém, o importante não é viver, o importante é viver bem.
O amor deve ser como água, puro e cristalino, como a terra, forte e bonito, como o ar, livre e solto... O amor é como os teus olhos que me fascinam, como a tua boca, que faz delirar, como tudo que lhe pertence, pois esse tudo foi tocado por suas mãos delicadas e macias. O amor é em si resumido em uma só palavra; você. Eternamente você! B♥
domingo, 24 de julho de 2011
Ela.
É dificil. Parece faltar o chão sob os pés. O caminho que você conhecia, as palavras que sabia, os aromas e sabores que faziam que se sentisse protegida.. decide cancelar tudo. Sentir que sem isso não vai conseguir ir para nenhum lugar e vai ficar ali, fazendo de conta que vive.
Mas o amor que termina dessa forma, era realmente amor? Sinto muito. Não quero que sofrer. Não mereço isto. Sempre foi bom pra mim. É importante para ele. Preocupo-me... E vejo aquela luz clara que a ilumina e a deixa belíssima. E ele, não tem traços de meu namorado, mas de alguém novo, a ser imaginado. Alguém capaz de escrever aquelas palavras que me fazem sonhar.
Como é verdade. Como necessitamos de um sonho.
sábado, 23 de julho de 2011
Agora sei:
Sou só eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Noite de janelas semiabertas para acolher um sinal do inverno. Noite de cobertores e lembranças que deixam dúvidas e um sabor um pouco amargo na boca. Mas o que é o amor? Existe uma regra, uma forma, uma receita? Ou tudo é casual e você só deve esperar ter sorte? Perguntas dificeis enquanto o relógio, assinala meia- noite. Um beijo. Não só um. Outro. E mais um ainda.
Mãos se entrelaçam, olhos que buscam, encontram espaços e novos panoramas. Aquela vez. Momento único. Que gostaria que não terminasse. Que deveria ser o inicio de tudo. Ele me procura, e me diz: " Você é minha. Nunca vou te deixar. Ficamos bem juntos. Eu te amo". E depois ainda: "Onde você estava? Quem era aquele?". É perceber que talvez amar seja outra coisa. É sentir-se leve e livre. É saber que o coração dos outros não lhe é devido, não lhe pertence, não lhe cabe por contrato. A cada dia você deve merecê-lo. E dizê-lo. Dizer a ele. E compreender pelas respostas que talvez seja necessário mudar.
É necessário ir embora para reencontrar o caminho. Agarra o meu braço e aperta com força. Porque, quando alguém que você deseja se vai, você tenta mantê-lo com as suas mãos e espera assim também pernder o coração. E não é assim. O coração tem pernas que você não vê. E "fulano" vai embora dizendo que vai me pagar, mas o amor não é uma dívida a ser liquidada, não dá créditos, não aceita descontos.
Duas lágrimas descem devagar, quase tímidas e preocupadas de sujar o travesseiro. Eu o abraço inteirinho. E por um instante me sinto protegida pelo cobertor que me separa do mundo. Meia-noite e meia. Me reviro novamente. O travesseiro é incômodo. Como um pensamento afiado colocado embaixo do colchão.
E enquanto aperto mais forte o travesseiro penso que talvez o amor verdadeiro seja aquele de meus pais. Um amor simples, feito de jornadas comuns, cada um com seus compromissos. Um amor feito de risadas e brincadeiras quando se volta para casa à noite, feito de cafés da manhã, de filhos para crescer, de projetos ainda não realizados. Sim, os meus pais se amam. Conheceram-se depois de terem amado outras pessoas. E talvez não dessa forma.
Talvez seja necessário viajar antes de compreender qual é a meta certa para nós. Talvez a primeira vez seja a cada vez que amamos.
domingo, 17 de julho de 2011
Aprendendo a não se iludir,
com palavras bonitas, com gestos carinhosos e promessas sem fundamentos. Aprendendo a curtir intensamente a vida. Aprendendo a aceitar que ás vezes as coisas não acontecem do jeito que você pensou, sonhou ou imaginou. Aprendendo que paz de espírito é a melhor coisa do mundo e que você colhe o que cultiva. Aprendendo que se uma pessoa é boa com você, mais grosseira com o garçom, ela não pode ser uma boa pessoa. Aprendendo que no fim, tudo fica bem, se ainda não ficou, é porque ainda não é o fim.
Ela é intensa,
e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Era dia 7 de outubro,
Ana se lembrava bem. Como todos os dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. “Aceite” pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas coisas, das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.Tinham quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra. Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia confrontá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho. Era também o caso de Bruno.
O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado,com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até seis da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos. Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (Sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer) : Bruno a pediu em namoro.E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que eles dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, eles viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor. Eles estavam completamente e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia ( O que era totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana). A cada dia de manhã, na hora da aula dos dois Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa noticia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex- escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre. Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar e IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a “ maldita inclusão digital” se transformou na “ melhor maldita inclusão digital”.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir. O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram – se seis meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente , e Marcela ainda não entendia porque eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso né? – A garota dizia sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar pra Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam nove meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.Eles se amavam muito , mais que qualquer pessoa que os amigos e amigas do casal já tinham visto. Um dia, Bruno apareceu com a noticia: Ele conseguiu uma bolsa para a faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada. Ana se chocou com isso. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando amiga.
- Eu sei, Marcela, mas.. Ele está desistindo da vida dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim!- Ana disse.- E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana presta atenção. – Ana olhou pra amiga.- Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabe mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu. Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõeszinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia?Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim. – Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por Messenger, frio demais. Elas esperaria o namorado chegar. A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto denovo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir seu coração. Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses; O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro ex – namorado onde se encontraram meses atrás. Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você disse “ Vou me mudar para Bolton”, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você está fazendo por mim. Você desistiu de toda a sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face na Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não estou sendo justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando nisso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas. Foi andando para a casa. E ao contrário de momentos tristes clichês ( Eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno ( e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa da Marcela – era esse o motivo de uma sempre estar na casa da outra. Elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo – de – cavalo, short curto de florzinhas, e pantufas do tigrão – indo para a casa da amiga. Ela tocou a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto. Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu três vezes – “ Malditas escadas enormes”, pensava – mas chegou ao quarto em segurança.
- Any! O que foi amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini – frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram – se cinco anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saía de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: Por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar. Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia – lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confusa. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por último, Bruno.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescente fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele. Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo naquele estado.
“ Frase clichê”, pensou, “ Mas porque não eu?”. As lágrimas caíram com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer. Ele foi para o lugar do hospital em que era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede.Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.
- Ah, cara..- Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas.. É difícil demais!
- Eu sei bem como é.. Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto doutor . – Bruno se virou.
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente.
- Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo. A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo.Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê – la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou três papéis grandes e digitou três cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha. Ele tomou um remédio depois disso. E, dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulsação. Estava morto. Em cima da mesa, três cartas.
Um recado para ele: “ Eu não gosto de você; nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com esta carta em cima dele. A carta está em cima das outras. Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira carta para meus pais.” Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco.
Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de seis anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então.
“Meu amor, bom dia. Hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora vai chegar. E eu aceitei a minha. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo. Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não pude deixar. E resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei.
Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bateu no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo. Eu te amo!
OBS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã; Você me perdoa por isso?”
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e sempre seria SEU Bruno. ELE era o homem da sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando – a ao máximo. Em qualquer momento.Ela chorou muito, e seguiu sua vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo amor que estava dentro dela.
Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz.
Afinal, O coração do homem da sua vida batia dentro dela.
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